Empresa: mais pessoa, menos jurídica

Home / Marketing / Branding e Relacionamento com Clientes / Empresa: mais pessoa, menos jurídica

Empresa: mais pessoa, menos jurídica

Quando você ouve: A Facebook, A Twitter, O Nike, O Apple, isso te causa estranheza? Bom, em caso afirmativo, você já pode estar no caminho para entender a humanização das marcas. Aviso importante: isso está além da regra ortográfica correta.

O que acontece é que essa marcas se tornaram pessoas e, em alguns casos, até mais que isso, se tornaram amigos. Elas possuem características de pessoas, atitudes, sentimentos, desejos, vontades, anseios, ambições, e claro, também possuem medos, falhas, fracassos, pesadelos.

Administração não é importante?

Não estamos aqui abordando simplesmente a parte administrativa de uma organização, ou dizendo que essa parte não é importante – de forma alguma. Mas sim que hoje o maior ativo que uma empresa possui é a sua Marca. E isso não se reduz a logo e assinatura. Mas sim a um conjunto complexo, vivo e mutante de símbolos – assim como os humanos.

A relação das pessoas com as marcas se tornou uma relação de pessoa para pessoa. É só perceber como isso envolve amor, ódio, alegria, tristeza. Hoje as pessoas se casam com marcas, brigam com marcas, choram por e com marcas, se divorciam das marcas – apenas não tem filhos porque a ciência não permite, mas quem sabe no futuro Facebook seja um sobrenome tão comum quanto Silva.

Onde ver essa relação?

É mais fácil do que parece perceber essas relações no dia-a-dia. Pessoas ficando horas e até dias na porta da Apple para ter em primeira mão o novo produto da companhia. Pessoas tatuando em seu corpo o hambúrguer de seu fast food favorito. Pessoas discutindo umas com as outras sobre qual o sistema operacional dos celulares é melhor.

Por outro lado também é possível ver casos de divórcios. Como os amantes da Nike que abandonaram os produtos da empresa quando explodiram os escândalos de trabalho escravo nas fábricas onde a empresa encomendava seus itens.

Como funciona esse relacionamento?

É inegável que hoje não existe apenas um fator de compra, ou apenas uma relação momentânea e extremamente pontual entre esses dois atores: consumidores e vendedores. É algo muito mais profundo que permeia esse universo das decisões de compra, de quais produtos consumir, de quais marcas se identificar e de quais se afastar.

Esse novo momento não pode mais ser ignorado, a era dos gritos de preços está com os dias contados. Quer uma simples prova? A RedBull gasta cerca de 30% do seu faturamento em marketing. Seria dizer em anúncios e publicidades? Definitivamente não! A maior parte dessa verba é destinada a eventos e ações que expressam a identidade da marca. Ou seja, ao invés de discutir se diminui ou não seu preço, ela prefere criar uma pista gigantesca e testar a coragem dos atletas e do público que assiste.

Para os gestores de marcas, é essencial que compreendam essa realidade. Caso contrário, melhor começar a pensar qual será o seu próximo emprego.

Hawan Moraes
Hawan Moraes
Hawan Moraes é Sócio-Fundador da Simples. Inovação e Modelagem de Negócios, atua com consultoria e empreendedorismo há mais de 5 anos. Atualmente é um dos responsáveis pela criação da estratégia do e-commerce da First Class, segunda maior empresa do Brasil no setor de cama, mesa e banho. Já participou de diversos projetos, de alimentação até projetos artísticos e óleo e gás. Inspirado em Richard Branson (fundador do Virgin Group), está sempre em busca de novos modelos de negócios. Apaixonado por música, filmes e viagens. Viciado em lego e desafios.
Recent Posts

Leave a Comment

Start typing and press Enter to search

lucro do e commerceanalisar-concorrentes-loja-virtual